Carta contra a PEC 215, demarcação das terras indígenas e quilombolas e a favor da biodiversidade

“A Teia de Agroecologia dos Povos da Cabruca e da Mata Atlântica quer reafirmar que este ano é um ano de luta em defesas das terras sagradas, dos povos indígenas, do povo quilombola e em defesa da biodiversidade e da Mata Atlântica. Em defesa da educação de qualidade e do resgate das sementes crioulas e dos conhecimentos dos ancestrais. 

Reunidos de 4 a 7 de março no Assentamento Terra Vista, em Arataca (BA), para a formação dos elos e das frentes de luta, decidimos que mês de março é mês de mutirões e preparação da nossa base para que, no mês de abril, todos e todas dos elos da TEIA estejam prontos para as lutas em defesa dos nossos territórios. 


Marcharemos a Brasília. Marcharemos a Salvador. E em cada localidade onde existir um elo da TEIA, faremos movimentação contra a PEC 215 e pela demarcação das terras indígenas e quilombolas do Brasil. Sendo assim, até o dia 16 de abril é tempo de luta e de enfrentamento para defender os nossos direitos e nossa terra sagrada. 

Cientes do nosso compromisso: diga ao povo que avance, avançaremos! 

Queremos reafirmar que temos que sair dessa pauta de dois em dois anos de eleições, ou seja, eleições de 2016 e eleições de 2018, para uma luta contínua em defesa dos nossos direitos e uma ruptura com o sistema capitalista. E temos que entender que no sistema capitalista não há espaço para os pobres, para os índios, os negros, os sem terra, os quilombolas, os pescadores artesanais, os ribeirinhos e toda a classe trabalhadora. 

Temos que romper com este sistema inclusive porque não há possibilidade de reforma e nem tão pouco de conserto. Ou acabamos com o bicho capitalista ou esse bicho acaba com a comunidade. Para isso, será necessário construir uma base para o novo sistema de cooperação, onde os povos da terra e das cidades possam reconstruir uma nova forma de bem viver com todos os seres da natureza. Queremos concluir que só a luta e o povo salva o próprio povo e poderá reconstruir uma nova perspectiva de humanidade. Porque no capitalismo não será possível. O modo capitalista já chegou ao seu fim. 

Só a humanidade intrinsecamente relacionada com a mãe terra e com todos os seres da natureza possibilitará nos reconstruir. Pobres do mundo inteiro: Uni-vos!” 

 Joelson Ferreira – Assentamento Terra Vista


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Continue acompanhando o blog da Jornada e a nossa página nas redes sociais. Em breve, divulgaremos a agenda de luta e as ações da Teia para o primeiro semestre de 2015. 


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