Com quantas mãos se faz uma Jornada?

Essa Teia que aqui se fortalece não é costura de um bichinho só. Somos muitos e muitas trabalhando para fiar horizontes de justiça. Da mesma forma, construir um evento com mais de 1000 pessoas como é esta III Jornada não é resultado de nenhum samba de uma nota só.

Para se ter uma ideia, durante a Jornada foram formadas 10 Comissões de Trabalho!!! Cada um desses grupos é composto por companheiras e companheiros de diferentes elos da Teia, além de pessoas que chegaram para participar da Jornada e aderiram ao trabalho de produção.

Mas não se engane! Não é porque uma pessoa faz parte de um determinado grupo que seu trabalho não alimenta e depende do trabalho de todas as outras comissões! A equipe de recepção, por exemplo, precisa se articular com a infraestrutura, para garantir que todos e todas tenham onde se acomodar durante o evento. Já a equipe de oficinas está em constante diálogo com a de sistematização, pensando a dinâmica complexa da programação.

Aqui, nosso trabalho não é alienado. Nós plantamos junt@s a Jornada, para que possamos garantir a colheita dos frutos, que serão nossos. Se lutamos a favor da reconquista de nossa dignidade, é só por meio dela que podemos construir nosso caminhar. Assim, durante essa Jornada, buscamos por em prática o mundo que queremos construir.

Há companheiras e companheiros que não estão sob a luz dos holofotes. Nem por isso são menos fundamentais para que a Jornada aconteça. A Silvia, por exemplo, é assentada no Terra Vista e responsável pela coordenação da equipe que faz as deliciosas refeições que saboreamos durante esses dias aqui. Na cozinha do Centro de Formação Florestan Fernandes, trabalham intensamente cerca de 10 pessoas entre 5h e 19h. Além de preparar o nosso alimento, essas pessoas também tiveram o cuidado de garantir que gestantes, anciões e crianças pequenas tivessem uma cozinha específica, com o intuito de oferecer-lhes a refeição de maneira ágil e confortável.

Outra equipe que pouca aparece e muito faz é a de segurança. Durante esses quatro dias, Xixa e sua equipe foram responsáveis por cuidar da abertura e fechamento dos portões do território Terra Vista, garantindo assim a integridade do espaço e das pessoas que aqui estão. Também foi esse pessoal que, durante as madrugadas, esteve luminosa como a Lua, cuidando que as atividades culturais se desenvolvessem de maneira tranquila, não atrapalhando o merecido descanso d@s presentes.

Além dessas, há uma infinidade de pessoas que, mesmo não falando nas plenárias, tiveram uma participação imprescindível para que essa Jornada seja o que foi e o que é.

A elas, nosso mais profundo agradecimento!

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