Camponeses discutem estratégias para a construção do modo de vida agroecológico na I Jornada de Agroecologia da Bahia

O primeiro dia de Jornada de Agroecologia foi aberto com uma mística celebrada com várias intervenções artísticas, cheias de cânticos indígenas e ao som de percussões de quilombolas, conduzida pelos representantes da Casa do Boneco e pelos povos indígenas da tribo pataxó-hã-hã-hãe, recheado de danças tradicionais.

Logo em seguida aconteceu a mesa com o tema: “O papel da agroecologia na agricultura brasileira”, com Tailane Rocha da ONG Terra Viva, Davi Montenegro do Núcleo de Estudos e Práticas em Políticas Agrárias –NEPPA, e o engenheiro florestal, Daniel Dourado, representando a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, EBDA. As falas caminharam no sentido de ressaltar o papel da agroecologia como modelo de desenvolvimento para o campo, enfocando suas diferentes dimensões, econômica, social, política, ambiental e cultural.

Foi apresentado um resgate histórico da questão agrária brasileira, os conflitos de terra e luta pela reforma agrária, além disso, abordou-se os dois modelos de desenvolvimento que se apresentam no campo brasileiro, a agroecológia e o agronegócio. Foram levantados os impactos da “Revolução Verde” no âmbito das mudanças nas políticas agrícolas, desde as políticas de credito agrícola às extensões rurais – essas cada vez mais precarizadas pelo regime de contratação do REDA, segundo Daniel Dourado.

 
Após a mesa, foram levantadas três questões para serem debatidas nos Grupos de Trabalho: 1) Fazer um mapeamento das práticas agroecológicas desenvolvidas nas comunidades e nos assentamentos; 2) Quais soluções coletivas pode-se utilizar para a produção agroecológica; 3) Como potencializar odiálogo com a sociedade a partir da venda de produtos agroecológicos.

Os grupos de trabalho foram estruturados em regionais, acontecendo as reuniões de três grandes grupos, cada grupo composto por diversas comunidades que debateram essas questões, socializando experiências e traçando estratégias para a construção do modo de vida agroecológico.

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